sábado, 15 de março de 2008

Dueto - Lado Dourado


Dueto
Lado Dourado
Luiza Porto


Um lago dourado iluminado pelo sol, quando declina começo de noite lembranças de infância.

O cisne branco - desliza suave e imponente segue os meus sonhos.
Silêncio.

Saudades que trago na memória do tempo esboço de paixão que ainda não era sentida.
Tudo ficou...

O cisne aquele lago - dourado a paixão perdida a deslizar como o cisne lágrimas em final de tarde.
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Tarcísio R Costa

O lago encapelado pelo sopro da aura, colorido pelo sol do ocaso...
Longe o sino avisava a hora da Ave Maria...
Eu criança corria para rezar a Ave Maria!

O lago silencioso e calmo tinha a carícia do cisne no seu deslizar...
À distância do tempo não matou minha fantasia, ainda vivo a sonhar...
Hoje, nos fins de tarde, lembro-me do cisne da minha infância...
A tarde chora, eu sinto saudade de tudo...



Poeminha de amor


Poeminha de amor
Marly Caldas

Como foi fácil lhe amar não precisei nem aprender.
Bastou lhe ver...
Ver o seu sorriso, ouvir a sua voz, sentir o seu toque tudo num só momento.
Fez-me amar você sem nesse tempo todo que juntos estamos nem um segundo me arrepender...


Lua Soberana



Lua Soberana
Sandra Lúcia Ceccon Perazzo


Quando a lua soberana aparece descortinando o céu permitindo o chegar da noite misteriosa escuto seus beijos que me chamam sinto o roçar dos seus lábios clamando.

Cavalgo saltando barreiras vou assim ao seu encontro.
Chego devagar bem de mansinho deixo-me prender deliciosamente.
Sou Presa nas garras do Lobo que me liberta libero todos meus sonhos canto meus desejos.

Revelo todos os meus segredos entrego-me a você que me domina e guarda.
Entre murmúrios e sussurros desnudo minh'alma deixo falar o coração.
E na insônia da lua eu deito no céu da sua boca.

Sinto seus prazeres que são os meus junto com os seus.
Misturamos paixões silenciamos o vento.
Transformamos as estrelas em constelações rebeldes fazemos cumplicidade com as nuvens que nos encobrem desenhando formas e contornos.

Na quietude da noite dançamos com sonhos escondidos.
Queimamos pecados no fogo do esquecimento.
Transbordamos no amor que nos condena.

Em rede navegamos madrugadas nas sombras da nossa insônia.
Os cometas incendeiam nossos corpos que brilham em pele nossas almas.
Quando a noite soberana aparece eternizamos momentos até saudar o dia que amanhece...

03/04/2006
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T159743


Não Precisa...


Não Precisa...
Wilson de Oliveira Carvalho


Por favor, preciso acreditar mais uma vez, por isso peço pra quem souber, que me ensine a amar de novo.

Não quero perder o verdadeiro sentido da vida, nem deixar de suprir meu coração de esperança, quero a cada manhã bendizer aos céus pelas dádivas recebidas.

Quero outra vez me entregar de corpo e alma, conhecer sob todos os ângulos quem for compartilhar dos meus sonhos...

Não precisa ser de grande estatura, ter a candidez de um anjo, não precisa ter realizado grandes feitos, basta que ame meu coração da forma e do jeito que se encontra.

Que transmita a ele as reais razões para uma duradoura felicidade, sem enganos, sem erros, sem sobressaltos, e ao encontrarmos com cada alvorada, não sejamos abraçados por novas saudades.


Seu Caminhar...



Seu Caminhar...
Vilmar Pirituma


Seu caminhar é feito o rebolar do balanço do mar em tarde de verão.
És puro remanso, nessa caminhada praieira, só tenho olhos pra te olhar.
És colírio preciso, ah mulher feiticeira nesse seu sorriso, eu quero caminhar.

Ir ao compasso das batidas dos meus passos, te quero, te venero inspiração.
Queria saber suas fantasias...
Ser parte em alegria, e morrer em seus desejos.
Ter-te, e fazer arte, em "ais", só de ti, ser metade, sem medos, viver seus segredos.

Margaridas na janela


Margaridas na janela
Guida Linhares


Sou o sereno que brilha em tua fronte, quando nas noites frias tu me abrigas, em teus braços que mais parecem um monte que recebe meu corpo, livre das cruéis urtigas.

Minh'alma de ti cativa só se alegra, quando chegas com teu largo sorriso.
Olho para dentro de mim; um receio que medra, talvez a sentida despedida após teres me dado o paraíso me presenteastes as mais lindas flores que sonhei, em tantas madrugadas de carinhoso afago, foram tantas e tão perfumadas que me acostumei,a buscá-las no céu estrelado do teu imago.

Banharei os teus pés, para livrar-te do cansaço da tua lida diária, em perfumadas águas de rosas, olhando-te nos olhos, sonhando com o teu regaço, pouso seguro para o meu coração em polvorosa.

Beijo as tuas mãos, tal qual imaginastes, neste amante solo que enfim enseja, os sonhares que sempre desejastes, em fazer de mim a tua adorada princesa.

Da solidão que tanto te preocupa, prisioneiro da saudade passageira, tens em mim um calmo querer que ocupa o teu coração.

Sou da tua alma companheira.
Do jardim das ilusões sou a singela margarida, sustentada pela haste que é o teu carinho.
No mal me quer, bem me quer a preferida do teu universo, tu que és da poesia doce escaninho.

Serei gotas de orvalho da noite, mesmo que não queiras; nas longas madrugadas à beira do rio que serpenteia, entre as tantas quimeras causadoras de cegueiras.
Mas nossos olhos serão o espelho que nos clareia.

05/03/08


O Amor Acabou



O Amor Acabou
Claudutra

Nascemos, passamos por varias fases...
Fase do primeiro amor, aquele que nunca esquecemos.
Vivemos como se fosse um sonho...

Mas a vida segue seu rumo, separando nossos destinos.
Vem o sofrimento, o desconforto, a falta de esperança de voltar amar.
Chegamos à conclusão que amores vêm e se vão.

Uns te dão muito...
Outros te sugam.
Uns te colocam numa redoma...
Outros de ignoram.

Horas de alegrias e de tristezas de calmaria e vendaval...
Até que chega o dia que você acha ter encontrado seu par ideal.
Aquele alguém com quem viveria...

A alma gêmea que tanto lhe diziam.
Promessas são feitas de um amor eterno.
A lua fica mais bonita...

O céu mais estrelado...
Aí vem a comparação de todos os amores que estiveram do seu lado.
As caricias mexem mais...

O beijo tem mais sabor...
A musica escolhida na hora do ato do amor.
São momentos inesquecíveis, mas que com o tempo se transformam em dor.

Dor do esquecimento de quem você entregou seu amor.
Tudo que foi construído a maré veio e levou.
Era simplesmente um castelo de areia que você idealizou.

O amor acabou o tempo passou e a idade chegou...
Mas o sonho de menina voltou...
Trazendo com ele à vontade de voar...

Voar livremente onde sinto meu amor encontrar...
Cultivar diferente...
Voar e deixar que voem com suas próprias asas.

Não criar dependência porque isso maltrata.
Seguir o caminho na mesma direção...
Sem nunca deixar que esse amor passe pra conta mão.