sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Poema De Ingenuidades



Poema De Ingenuidades
Tarcísio Ribeiro Costa

Lá no interior onde nasci, tive uma infância de alegrias e ingenuidade...
Brincava pelos caminhos que nos levava ao rio, e outras paragens, como o pomar, onde, comia frutas no pé e contemplava as flores beijadas pelas borboletas, confundiam-se as suas matizes multicores...

Às vezes, pensava que só tinham ali borboletas; noutras vezes, pensava que ali só tinham flores...
Hoje, quando recordo a minha infância, o que me dá mais saudade é a brisa que, com ternura, me acariciava, principalmente, ao anoitecer...

Minha mãe, tão pequenina, os seus olhos expressavam, só amor para mim!
Como era bom viver assim...
O tempo que tudo constrói, também, tudo destrói...

Depois palmilhei caminhos com desníveis, seixos e espinhos...
Mas, nunca perdi a esperança de que superaria os obstáculos, porque sempre acreditei nas orações de minha mãe!




Explode Coração!





Explode Coração!
Eme Paiva

Momento grave de tanta ternura nos rostos sérios...
Nossos olhos dizendo aos nossos olhos as longas frases, que se verbalizadas, precisariam de muitas!

Muitas palavras, para, certamente, não dizerem tudo...
Porque o tudo era o infinito, que nossos olhos resumiam e se entregavam, como cativos que se entregam entre determinados e indecisos...

-Essa dúbia posição da insânia, que não sabe se explicar, nem traduzir a emoção...
Então, aconteceu o beijo e nossas almas cantaram muito antes da Bethânia:
-Não dá mais pra segurar, explode coração!
30.01.08


Dueto - Vazio / Definho

Dueto
Vazio / Definho
Arneyde T. Marcheschi

Escuridão na alma pensamentos sombrios saudades infindas, infinito tristonho, existência inodora, recordações pungentes.

Dia de chuva céu cinzento, noites frias e vazias sem estrelas, sem a luz do amor coração de luto enegrecido pela dor.

Sem carinho, sem abraços, sem beijos, sem o torpor do amor, carência, demência.
Coração apertado amor desconexo vida que se apaga definha fenece!...
27/06/2004
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Definho
Lara Cardoso

Definho, quase morro, na solidão que ronda do vazio de alma que me sonda e, sem socorro definho...

Os olhos cansados já nem vêem a aurora que ressurge, como a querer fazer-me viver e, o tempo urge, a vida passa lá fora e eu... Definho

A tristeza cresce, evolui a falta de vontade de um dia ser feliz...
Já nem existe mais prece que faça apagar-se a cicatriz...
O coração chora sozinho e eu, de saudade definho...


Que Ironia!


Que Ironia!
Sônia Maria Grillo

Existem momentos únicos e muitas vezes os deixamos passar acreditando utopicamente que um dia irão voltar à nossa vida novamente.

Ledo engano!
Por mais experiência por mais sabedoria por mais vivência que tenhamos, santa hipocrisia, é exatamente aí que vacilamos e com isso deixamos passar batido aquele beijo desejado (e por não ter havido) tão doído aquele abraço apertado entorpecendo o sentido aquele amor tão sonhado...

E não adianta reclamar depois do jogo encerrado, depois do leite derramado, do que podia ser e nem começou do que se podia dizer e simplesmente não se falou, da chuva que não vimos cair nem o arco-íris logo após, surgir da noite chegarbordando o céu da lua iluminar nossos corpos ao léu da vida acontecer do mundo acordar e algo se perder, como a chance de amar...
31.01.2008


Dueto - Um Certo Beija-flor!


Dueto
Um Certo Beija-flor!
Faffi

Um beija-flor esvoaçante fez, pousada no jardim...
Beijou a flor mais bela...
E se apaixonou pela flor do jasmim...

Muito alva e perfumada, no arbusto se destacavam uma flor e um passarinho, trocando carinhos sem fim...

O néctar da flor jorrava pelas folhas orvalhadas...
Onde lagartas faziam a metamorfose e em lindas borboletas se transformavam.

O jardim ficou assim; rosas, dálias, lírios e jasmins desabrochando, pardais, bem-te-vis e borboletas esvoaçando...

Um delicioso perfume se espargia com o vento que ia e voltava, pra não perder o espetáculo que a natureza ali criava.
22/02/2005
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Marcial Salaverry

A passarinhada alvoroçada assanhou passarinho e passarinha, que começaram uma cantoria, que durou por todo o dia...

O néctar do jasmim, pelo beija-flor colhido, espalhou-se pelo jardim, que logo ficou todo florido...

E assim, como era o início da primavera as flores em seu festival multicor, enfeitavam o nascer do amor, propiciando arroubos apaixonados, entre corações enamorados...

O jasmim apenas agora espera, que o beija-flor jamais se esqueça de novamente seu néctar vir buscar, para outra vez poder amar...
22/02/2005


Beija-Flor, Obra-Prima.


Beija-Flor, Obra-Prima.
Bernardino Matos.


A natureza é tão rica e bela, que reflete de Deus toda a perfeição, uma obra-prima, que expressa de modo suave, a ternura do amor. O Beija-Flor e suas cores, beijando uma rosa atinge, o coração, ele paira no ar, vibra as asas e se alimenta do néctar da flor.

Ele me lembra cada vez que com tal cena linda me deparo, a beleza da mulher, sua suavidade, sua leveza, seu encanto, sua doçura, sua fragilidade, arte que não precisa de reparo,se alguém vier com ela ser grosseiro, banaliza seu recanto..

Cacei muito no roçado os passarinhos, procurando o alimento, mas jamais tive coragem de acertar um beija-flor, sentia dor,
só de pensá-lo morto, inerte, frágil, esmaecido, era um tormento, era como se estivesse , através desse gesto rude, destruindo o amor.

O beija-flor é um poema escrito por Deus para nos transmitir, a sinfonia dos pássaros, a paisagem multicor da natureza, como se nos dissesse ao pé do ouvido, não venha transgredir, a mulher eu coloquei no mundo para realçar da criação a beleza.

Não precisa muito esforço para protegê-la, ela é a expressão do amor, ela adora a ternura, a suavidade, a lealdade, a verdade nua e crua, mas ela também é forte, consistente, enfrenta tudo, não teme a dor, ame-a, faça como o beija flor, alimente-se do seu néctar, ela é sua.
10 de junho de 2.006


Um Convite Aceito.



Um Convite Aceito.
Marcial Salaverry

Por vezes, uma fuga da civilização, é o que melhor fazemos para nosso coração...
E nessa companhia...
Sempre uma doce emoção...

Contamos com miríades de estrelas para contar...
Também temos o sol para adorar, desde seu nascer, até o arrebol...
E tudo isso, na melhor de todas as companhias, ou seja, nosso Amigão, e todos de sua devoção...

Na praia, apreciar o luar...
Um espetáculo deslumbrante dá vontade de seguir pelo caminho que a luz nos mostra no querido mar...
Também temos que nosso lado humano e apaixonado satisfazer, ouvindo e fazendo algo com prazer, não apenas para nos comprazer, mas para melhor viver...

A música quando toca, nossa vida retoca, e nosso coração nos toca...
Enfeitando sua linda figura, numa beleza que sempre perdura, e seu olhar com um lânguido e ardente desejo...
É para nós que vivemos e nos agradar sempre devemos...
Sinta-se linda, e sempre linda estará...
Talvez estivesse também te buscando, sem saber que lá estavas, por seu amor aguardando...
Um convite sempre aguardado...
A quem poderá o Paraíso desagradar, ainda mais com você para ciceronear...
A poesia, a levamos no coração, e nos faz sonhar com emoção...
As ondas do mar, em seu vaivém, lembram do amor também...
Convite Aceito para quando, não sei...
Se ontem, hoje ou amanhã, mas certamente irei...
11 de março de 2004